quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Sustentabilidade na produção agrária


Muitas vezes o homem se preocupa com coisas sem importância. Ao invés de explicar os fenômenos e a realidade acaba complicando.
É preciso analisar a situação para emitir opinião, basta de achar, é preciso comprovar!
Na agricultura moderna ocorre o uso de técnicas que agridem o meio ambiente. Mas culpar o arroto do boi e o consumo de água de uma vaca é algo sem sentido. Coisa de quem não quer assumir suas responsabilidades e prefere transferi-la para seres indefesos.
A questão da sustentabilidade é mais complexa. Precisamos produzir hoje para termos sempre. É fácil concluir que quando criamos um gado de corte temos que preocupar com a reprodução dos animais, pois se não nascerem outros em breve ficaremos sem alimento.
Com a natureza acontece do mesmo jeito. Enquanto o homem continuar destruindo a natureza sem repor, sem os devidos cuidados, o risco de poluição é crescente. O risco de fim do mundo é algo lógico. Talvez para as futuras gerações, mas nós já sentimos os efeitos.
Na verdade é um conjunto de fatores que define o nível de destruição ambiental. As pesquisas servem para ilustrar a realidade, nunca para defini-la. Nem tanto as vacas ou os bois, não apenas as queimadas, mas a ação do homem que visa o lucro acima do interesse coletivo.

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Cruzeiro hoji, amanha e sempre...

"...Serei Cruzeiro, mesmo que a bola não entre, mesmo que o mineirão se cale, mesmo que o manto
sagrado desbote,

mesmo que a vitória esteja longe. Serei Cruzeiro, seja longa a jornada,

seja dura a caminhada, Cruzeiro no peito e na alma, no grito e nas palmas...


SEREI CRUZEIRO ATÉ MORRER...!!! "

Hino do Cruzeiro

Composição: Jair Ambrósio


Existe um grande clube na cidade,
Que mora dentro do meu coração.
E eu vivo cheio de vaidade,
Pois na realidade é um grande campeão.

Nos gramados de Minas Gerais,
Temos páginas heróicas e imortais,

Cruzeiro, Cruzeiro querido,
tão combatido, jamais vencido.

Existe um grande clube na cidade,
Que mora dentro do meu coração.
E eu vivo cheio de vaidade,
Pois na realidade é um grande campeão.

Nos gramados de Minas Gerais,
Temos páginas heróicas e imortais,

Cruzeiro, Cruzeiro querido,
Tão combatido jamais vencido

terça-feira, 12 de agosto de 2008

História

O Cruzeiro foi fundado no dia 2 de janeiro de 1921, por desportistas da colônia italiana de Belo Horizonte, com o nome de Societá Sportiva Palestra Itália. As cores adotadas, como não poderia deixar de ser, foram as mesmas da bandeira italiana: verde, vermelho e branco. Em 1922, o clube compra um terreno pertencente à prefeitura, onde hoje fica o Parque Esportivo do Cruzeiro. Em 23 de setembro de 1923, inaugura seu estádio, no Barro Preto, construído por jogadores e associados a maioria da colônia italiana de Belo Horizonte, composta em grande parte por operários de construção civil.

Além de se caracterizar como uma equipe de descendentes de italianos, o Palestra também destacava-se por possuir elementos da classe trabalhadora da cidade. No corpo social do Palestra, prevaleciam homens da profissão de pedreiros, policiais, pintores, comerciários e marceneiros, que eram os filhos dos imigrantes que vieram construir a capital do estado de Minas Gerais, Belo Horizonte, em 1894, e que herdaram de seus pais a mesma profissão.

O primeiro uniforme do clube foi camisa verde, calção branco e meias vermelhas. O clube foi restrito apenas a participação de elementos da colônia até o ano de 1925, quando é retirada do estatuto do clube uma cláusula que impedia a inscrição de atletas e associados que não fossem de origem italiana. Isso abre as portas para colaboradores de qualquer origem.

Há uma confusão no que diz respeito a um clube existente na capital chamado Yale. Muitos imaginam que este deu origem ao Palestra e posteriormente ao Cruzeiro. O Yale também era um clube fundado por descendentes de italianos, que surgiu anos antes do Palestra. Mas, após uma crise, e com o crescimento do outro clube de imigrantes em Belo Horizonte, grande parte dos associados e jogadores do Yale migraram para o Palestra. O Yale foi dissolvido em 1925. Foram registrados até hoje apenas três jogos entre os clubes, são eles: Palestra 3 x 0 Yale, Palestra 5 x 1 Yale e Paletra 3 x 2 Yale.

A primeira consquista significativa do Palestra é o tricampeonato mineiro entre 1928 e 1930, sendo os dois últimos de forma invicta. O crescimento do time na cidade força as outras grandes equipes da época a se organizarem e em 1933 criam a primeira liga profissional do estado, a Associação Mineira de Esportes.

Em 1942, quando o Brasil declarou guerra à Alemanha e à Itália, os italianos de Belo Horizonte ficaram em situação difícil. E, para evitar maiores problemas, o Presidente Ennes Cyro Poni resolveu, arbitrariamente e sem consultar o Conselho Deliberativo, mudar o nome Sociedade Esportiva Palestra Itália para Ypiranga.

Esse nome não teve, porém, as simpatias do Conselho, o qual, pela palavra do Presidente do Conselho, Dr. Oswaldo Pinto Coelho, desaprovou-o, sendo escolhido por unanimidade o de Cruzeiro Esporte Clube. Ao mesmo tempo, eram mudadas as cores do clube, que passaram de verde e vermelho para alvi-celeste, camisa azul com escudo em formato circular, também azul, tendo ao centro um dos principais símbolos do país: a constelação do Cruzeiro do Sul.

Torcida

Desde a sua fundação, em 2 de janeiro de 1921, o Cruzeiro sempre foi um dos dois clubes mais populares de Belo Horizonte. A sua torcida também é conhecida como China Azul pelo rápido crescimento, hoje sendo a maior de Minas Gerais segundo veículos de pesquisa mais conceituados no Brasil! Já em 26 de março de 1931, o jornal Estado de Minas publicou resultado parcial de uma enquete (os votos eram depositados em urnas) que ajuda a compreender o porte das torcidas de Belo Horizonte naquela época. Computados mais de 800 votos, os resultados apontavam: Atlético, 46,2%; Cruzeiro (na época ainda denominado Palestra), 35,9%; e América, 10,8%.

Na edição de 31 de dezembro de 1971, a revista Placar publicou pesquisa feita, em Belo Horizonte, pelo Instituto Gallup. O resultado já indicava uma tendência de inversão na ordem das maiores torcidas da cidade: Atlético, 43%; Cruzeiro, 42%; e América, 5%. Na faixa entre 10 e 17 anos, o Cruzeiro já liderava com 46% contra 44% do rival Atlético.

A torcida do Cruzeiro, de acordo com pesquisa realizada pelo instituto Ibope à pedido do jornal esportivo Lance! em 2004, é hoje a maior do estado de Minas Gerais e a 6ª do Brasil, com 6,7 milhões de fanáticos espalhados pelo Brasil.

A 6ª posição no ranking das torcidas brasileiras garante também ao Cruzeiro a posição de 1ª torcida do Brasil entre os times fora do eixo Rio-São paulo, o que é bastante significativo uma vez que os times desse eixo recebem historicamente uma maior atenção e cobertura da mídia.

Em uma outra pesquisa de opinião, dessa vez realizada pelo Instituto EM Data, publicada no jornal Estado de Minas, em 10 de dezembro de 2004, a torcida do Cruzeiro também apareceu como a maior de Belo Horizonte, com 48% de preferência entre os belorizontinos.

A década de 90


A década de 80 não foi muito positiva para o clube. No entanto, em 1990, o Cruzeiro iniciou uma impressionante seqüência de 15 anos ganhando pelo menos um título por ano. Foram duas Supercopas da Libertadores (1991 e 1992), uma Recopa Sul-Americana (1998), quatro Copas do Brasil (1993, 1996, 2000 e 2003), uma Copa Ouro (1995), uma Copa Master da Supercopa (1995), duas Copas Sul-Minas (2001, 2002), nove Campeonatos Mineiros (1990, 1992, 1994, 1996, 1997, 1998, 2003, 2004, 2006), uma Copa Centro-Oeste (1999), uma Copa dos Campeões Mineiros (1999), um Supercampeonato Mineiro (2002), além da segunda Taça Libertadores da América (1997) e do Campeonato Brasileiro de 2003, o primeiro disputado por pontos corridos, em turno e returno.

Nesse período a torcida cruzeirense ganhou mais alguns ídolos, entre eles Charles, Boiadeiro, Douglas, Ademir, Renato Gaúcho, Roberto Gaúcho, Ronaldo, Nonato, Dida, Ricardinho, Marcelo Ramos, Alex Alves, Sorín, Fred e Alex.

A maior façanha da última década, aconteceu em 2003, quando o Cruzeiro, sob o comando do respeitado técnico Wanderley Luxemburgo, e comandado pelo craque Alex e seus companheiros, conquistou o inédito título no Brasil da "Tríplice Coroa", que significa a conquista do Campeonato estadual (Mineiro), Copa do Brasil e o Campeonato Brasileiro. Nesse ano, o time fez uma campanha nunca antes vista no Campeonato Brasileiro: marcou mais de cem gols e conquistou, com 2 rodadas de antecedência, a primeira edição de "pontos corridos" do Campeonato Brasileiro, cujo título cabe ao time que fizer mais pontos durante a competição.

Cruzeiro... Tri da copa do Brasil



Após um empate sem gols frente ao São Paulo, no Morumbi, o Cruzeiro precisava vencer no Mineirão para conquistar o tricampeonato da Copa do Brasil.

O técnico cruzeirense, Marco Aurélio, fazia sua última partida. Já havia sido informado que seu contrato não seria renovado.

O jogo se arrastava para o final, até que Marcelinho Paraíba, aos 21′do Segundo Tempo, abriu o placar para o São Paulo.

O Cruzeiro tinha apenas 16 minutos para fazer 2 gols.

E conseguiu:, aos 35′, com Fábio Junior e aos 46′ numa falta cobrada de Geovanni.

A bola passou no meio da barreira são-paulina.

Eis a ficha técnica da partida final:

Cruzeiro 2 x 1 São Paulo

Local: Mineirão

Público: 85.841

Árbitro: Carlos Eugênio Simon (RS)

Cartão Vermelho: Rogério Pinheiro

Gols: Marcelinho Paraíba aos 29′, Fábio Junior aos 35′e Geovanni aos 46′do Segundo Tempo

Cruzeiro: André, Rogério, depois Fábio Junior, Cris, Cléber, Sorin, depois Viveiros, Donizete, Marcos Paulo, Ricardinho, Jackson, depois Muller, Geovanni e Oséas. Técnico: Marco Aurélio.

São Paulo: Rogério Ceni, Belletti, Edmilson, Rogério Pinheiro, Fábio Aurélio, Alexandre, depois Axel, Marcelinho Paraíba, Raí, Maldonado, França, depois Carlos Miguel, Edu, depois Fabiano. Técnico: Levir Culpi.